Santana – Live Australia (1979)
Este é um show histórico do mestre da guitarra Carlos Santana, realizado no Horden Pavilion (Sydney, Austrália) em 1979. Não vou tecer mais comentários, exceto de que é um magnífico show e que Santana vem acompanhado de uma excelente banda. Boa audição!
Faixas
1. Well, All Right
2. Europa
3. Open Invitation
4. Black Magic Woman / Gypsy Queen
5. You Know That I Love You
6. Lightning In The Sky
7. She’s Not There
8. Evil Ways
Pessoal
Carlos Santana – guitars, vocals
David Margen – bass
Chris Rhyne – keyboards
Armando Peraza – congas, bongos
Graham Lear – drums
Alex Ligertwood – vocals
Chris Solberg – guitar
Milt Jackson & Ray Brown – Montreux Jazz Festival (1977)
Um verdadeiro encontro de gigantes no Mountreux Jazz festival ‘77: Milt Jackson, Ray Brown, Eddie “Lockjaw” Davis, Clark Terry, Monty Alexander e Jimmie Smith. Não seria necessário comentar mais. A harmonia entre os músicos é perfeita, e a qualidade musical é absurdamente incrível. Algo que apenas músicos do calibre destes poderia fazer numa apresentação. Sem contar os maravilhosos solos que presenteiam os ouvidos. Como disse Jerry D’Souza no All About Jazz: “Havia magia no ar naquela noite em Montreux”.
Embora esse show tenha sido lançado em CD, estou postando o áudio do DVD por dois motivos: 1. não tenho o álbum; 2. existe uma diferença entre o CD e o DVD. Enquanto o primeiro contém as faixas “C.M.J” e “That’s The Way It Is”, o segundo contém “Red Top”. O resto é igual.
Faixas
1. Slippery
2. Beautiful Friendship
3. Red Top
4. Mean To Me
5. You Are My Sunshine
Pessoal
Milt Jackson – vibraphone
Ray Brown – bass
Eddie “Lockjaw” Davis – tenor sax
Clark Terry – trumpet
Monty Alexander – piano
Jimmie Smith – drums
Senha: fantojazz
Big Bands (Audio News Colletion – Série Ritmos)

Coletâneas nunca agradam a muita gente, mas como o objetivo deste blog é a divulgação da boa música e não o de postar discografias completas, resolvi postar uma antiga coletânea de Big Bands preparada pela revista Audio News em parceria com a MoviePlay. É uma boa pedida para quem não conhece os trabalhos de alguns dos músicos que participaram dos primórdios do jazz, a chamada Era do Swing, ou ainda para quem quer apenas colecionar alguns clássicos do gênero. O disco traz Benny Goodman, Glenn Miller, Count Basie, Tommy Dorsey, Duke Ellington e outros. Boa audição!
Faixas
1. In the Mood – Glenn Miller
2. Take the “A” Train – Duke Ellington
3. One O’Clock Jump – Count Basie
4. Song of India – Tommy Dorsey
5. Sing Sing Sing – Benny Goodman
6. Dinah – Ray Anthony
7. Harlem Nocturne – Les Brown
8. Skylark – Gene Krupa
9. Moonlight Serenade – Glenn Miller
10. I’m Getting Sentimental Over You – Tommy Dorsey
11. Crazy Rhythm – Harry James
12. 9:20 Special – Bob Crosby
13. On the Sunny Side of the Street – Tommy Dorsey
14. Pennsylvania – Glenn Miller
Senha: fantojazz
Miles Davis – Live in Germany (1988)
Confesso que nunca dei atenção à fase anos 1980 de Miles Davis. Isso até assistir aos DVDs “Live in Germany 1988″ e “Miles in Paris”. O primeiro deles foi gravado no Munich Phillarmonic Concert Hall, durante o festival Münchner Klaviersommer ‘88. Além do próprio Miles, eu destacaria os maravilhosos momentos do saxofonista e flautista Kenny Garrett, da percussionista Marilyn Mazur, do baterista Ricky Wellman e seu solo de quase 10 minutos, e do baixista Foley com seu famoso baixo azul com afinação alta e efeito de distorção, simulando uma guitarra. Em 2005 foi lançado um álbum triplo, que inclui este show completo (no DVD faltam quatro faixas) e uma faixa bônus gravada em 1970 no Isle Of Wight Festival. Como eu não tenho aquele álbum, fica ao menos o áudio do DVD :)
Faixas
1. Perfect Way
2. Human Nature
3. Tutu
4. Splatch
5. Heavy Metal (Prelude)
6. Heavy Metal
7. Don’t Stop Me Now
8. Carnival Time
9. Tomaas
10. New Blues
11. Portia
Pessoal
Miles Davis – trumpet, keyboards
Kenny Garrett – alto sax, flute
Joseph “Foley” McCreary – lead bass
Benjamin Rietveld – bass
Bobby Irving – keyboards
Adam Holzman – keyboards
Marilyn Mazur – percussion
Ricky Wellman – drums
Return To Forever – 43º Heineken Jazzaldia (2008)
Como muitos sabem, o Return To Forever fez seu retorno aos palcos em 2008, quando a banda saiu em turnê pela América do Norte e Europa, depois de uma pausa de mais de 25 anos. Aproveitando o momento, em 2008 foi lançada uma coletânea dupla intitulada “The Anthology”, e este ano saiu o álbum ao vivo “Returns”. Para quem não conhece, o RTF é formado por Al Di Meola, Chick Corea, Stanley Clarke e Lenny White, e marcou presença no auge do movimento fusion nos anos 1970.
A gravação aqui disponibilizada foi registrada no 43º Heineken Jazzaldia, Festival de Jazz de San Sebastián, Espanha, em 25 de julho de 2008. Estão presentes alguns dos sucessos da banda e inspirados momentos individuais dos músicos.
Faixas:
Vulcan Worlds
The Sorceress
Al’s Solo
Chick’s Solo
Romantic Warrior / Stanley’s Solo
Duel of the Jester and the Tyrant
Pessoal:
Chick Corea – keyboards, piano
Stanley Clarke – bass
Al Di Meola – guitar
Lenny White – drums
Dave Holland Big Band – Jazz.Cologne, Stadtgarten Club, Germany [WDR 3] (2005)
Um dos projetos contemporâneos mais interessantes de jazz acústico é a Big Band de Dave Holland, na qual o baixista é acompanhado de quatro saxofones, três trombones, três trompetes, além de vibrafone e marimba, e bateria. Parte dos músicos são os mesmos que compõem o quinteto e o sexteto de Holland. Este material foi gravado nos dias 11 e 12 de julho de 2005 no Stadtgarten Club, durante o Jazz.Cologne, Alemanha. Aqui a Big Band apresenta músicas dos seus dois álbuns, “What Goes Around” (2002) e “Overtime” (2005), além de “Pick Up Sticks” do trompetista Kenny Wheeler, regadas com muito improviso. O áudio, gravado pela WDR, é de ótima qualidade.
Faixas
1. Triple Dance
2. Last Minute Man
3. Pick Up Sticks
4. Upswing
5. Mental Images
6. First Snow
7. Free For All
Pessoal
Antonio Hart, Mark Gross, Mark Turner, Gary Smulyan – sax
Robin Eubanks, Josh Roseman, Jonathan Arons – trombone
Duane Eubanks, Alex Sipiagin, Taylor Haskins – trumpet
Steve Nelson – vibraphone, marimba
Nate Smith – drums
Dave Holland – bass
Milton Nascimento – Acústico na Suíça (1980)
O DVD “Acústico na Suíça” traz Milton Nascimento num especial para a Radiotelevisione Svizzera di Lingua Italiana (RTSI – TV Suíça), gravado em 1980 e exibido em fevereiro de 1981. Na ocasião, Milton é acompanhado apenas do maestro e pianista Wagner Tiso. É uma apresentação mais do tipo canção – a maioria das músicas são executadas sem espaços para o instrumental. Exceção é “Choro de Mãe”, um momento solo do pianista. Em geral, Wagner e Milton fazem apenas o básico em seus instrumentos, mas isso de maneira alguma torna o show ruim. É um belo momento do cantor, no qual ele e Wagner executam diversos sucessos das décadas de 1960 e 70, como “Travessia”, “Para Lennon e McCartney”, “San Vicente”, “Maria, Maria”, “Canção do Sal” e outras. O maior destaque fica para a voz de Milton, maravilhosa ao vivo.
Faixas
1. Nada Será Como Antes
2. Travessia
3. Outubro
4. Para Lennon e McCartney
5. Pai Grande
6. Circo Marimbondo
7. San Vicente
8. Maria, Maria
9. Cravo e Canela
10. Fazenda
11. Choro de Mãe
12. Canção do Sal
13. Dos Cruzes
Milton Nascimento – violão e voz
Wagner Tiso – piano e órgão
Chick Corea, John McLaughlin, Dave Holland, Jack DeJohnette – Live in New York (1968?)
Essa gravação com Chick Corea, John McLaughlin, Dave Holland e Jack DeJohnette no final dos anos 1960 é uma incógnita. Há dúvidas sobre a data exata do show e mesmo sobre o local. Segundo alguns fatos, o mais provável é que o show seja de 1969. A começar, McLaughlin só chegaria aos Estados Unidos naquele ano para tocar com o Tony Williams Lifetime. Além disso, em 1968 DeJohnette tocava com Bill Evans. Ele e McLaughlin passaram a acompanhar Miles Davis a partir de 1969 (Corea e Holland já haviam participado do álbum “Filles de Kilimanjaro” do trompetista). Isso torna um encontro entre os quatro mais provável nessa época. De fato, no sítio de DeJohnette consta que enquanto ele tocava com Miles, colaborou com McLaughlin, Holland e Corea, mas não há maiores detalhes sobre isso.
Há ainda relatos de que este teria sido um show em Londres em 1968, cuja gravação Tony Williams teria ouvido através de DeJohnette e, assim, teria pedido a Holland para entrar em contato com McLaughlin sobre a possibilidade de se juntar ao seu grupo.
Incertezas à parte, esse é um momento marcante. São apenas 25 minutos, mas um belo registro de quatro monstros do jazz e do fusion improvisando juntos.
Faixas
1. Les Catacombes (take 1)
2. Les Catacombes (take 2)
3. Gordies Boots
Pessoal
Dave Holland – bass
Chick Corea – piano, electric piano
John McLaughlin – guitar
Jack DeJohnette – drums
O saxofonista argentino Leandro “Gato” Barbieri, que já tocou free jazz nos anos 1960, se dedicou a estudar ritmos latinos, incorporando-os e derivando uma sonoridade mais pop em seu trabalho. Tal característica é marcante nesta apresentação de 1999 realizada para uma pequena platéia no clube Latin Quarter, em Nova York. O show inclui a forte presença da percussão latina de Frank Colón, músico que já gravou com os brasileiros Airto Moreira, Milton Nascimento e Wagner Tiso, e que, entre outros instrumentos, utiliza o berimbau e a cuíca. Também estão presentes o pianista Mark Soskin e o baixista Mario Rodriguez, responsáveis pelos improvisos mais marcantes da noite, além do baterista Robbie Gonzalez – todos eles já gravaram com grandes nomes do jazz. Há temas bastante variados como a sombria “Llamerito y Tango” em contraposição à alegria de “Viva Emiliano Zapata”, em que a platéia é convidada a dançar. Alguns destaques são a famosa “Last Tango in Paris”, composta para o filme homônimo, e “Europa”, do guitarrista Santana. Em resumo, é uma apresentação simples, bem executada e com um repertório de muito bom gosto.
O Bladrunner Project reúne os músicos John Zorn, Fred Frith, Bill Laswell e o lendário baterista de metal Dave Lombardo (Slayer, Fantômas), numa rica fusão jazz-rock. Infelizmente, o grupo nunca chegou a lançar um álbum oficial. Esse bootleg traz a gravação de um show realizado em 5 de julho de 2000 no La Villete Jazz Festival em Paris. O título faz referência à famosa peça de John Coltrane, “A Love Supreme”, executada em versão inusitada na ocasião. Numa entrevista, quando perguntado sobre um momento memorável de sua carreira, Lombardo lembrou tal apresentação declarando que essa havia sido uma incrível sessão de improviso, uma experiência musical que não acontece muitas vezes, e que vem naturalmente de dentro. Parte da apresentação pode ser conferida no